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Série II / Número 59 / Volume
Dezembro 1995
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De entre as personagens míticas da história da ciência, Pasteur é, sem sombra de dúvida, uma das mais exemplares. Desde há muito que ele é uma figura simbólica do nosso imaginário colectivo não só pelas suas contribuições científicas, cujo impacto no quotidiano nos é por demais familiar, mas também pelas características da sua personalidade, ou ainda pelos usos de que ambas foram alvo.
No ano de 1859, W. Lieke publicou um artigo [1] descrevendo várias observações sobre a reacção entre o brometo de alho e o cianeto de prata (equação 1). Obteve um produto que considerou ser um nitrilo (cianeto) e descreveu do modo seguinte: "O cianeto alílico tem um cheiro penetrante, extremamente desagradável; abrir um frasco que o contenha é suficiente para infestar o ar da sala por uns dias; por isso era preciso continuar todos os trabalhos ao ar livre. (...) Não tive material para mais ensaios e não podia sintetizar maiores quantidades do cianeto alílico, devido às queixas dos vizinhos do laboratório de todos os lados".
As propriedades biológicas dos extractos de plantas e de animais são reconhecidas desde a Antiguidade, mas só no século passado surgiram os primeiros trabalhos de isolamento de compostos naturais activos como a morfina, o quinino e a nicotina, todos obtidos a partir de plantas terrestres.
A preparação da amostra é um dos processos fundamentais em qualquer protocolo analítico. Apesar dos progressos alcançados nos anos oitenta na melhoria das técnicas tradicionais de tratamento da amostra, no mínimo 70 a 80% do tempo de uma análise é, ainda, dispendido nesta fase do processo analítico.
O Departamento de Engenharia Química (DEQ) do Instituto Superior Técnico tem uma grande tradição de ensino e investigação e orgulha-se de estar próximo de atingir o pleno de corpo docente doutorado (dos actuais 126 docentes cerca de 110 são doutorados) - possivelmente o primeiro grande departamento universitário a atingir tal meta
Pasteur, falar de Pasteur?! Este santo leigo anda espalmado, desde que em vida ascendeu à glória e desde que morto se divinizou, em livros, em brochuras, em Artigos, em lições, em arengas, em alocuções, em discursos de toda a casta.
Em química é frequente ser necessário manusear compostos que reagem com a água ou o oxigénio presentes na atmosfera. Para tal têm sido desenvolvidas técnicas que permitem o trabalho em ambientes com composições diferentes da atmosfera terrestre, normalmente designados por atmosferas inertes. Neste artigo dá-se uma panorâmica geral sobre estas técnicas.
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