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Série II / Número 71 / Volume
Dezembro 1998
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Os efeitos dos metais nas plantas e as formas de defesa destas perante ambientes contaminados são normalmente abordados dum ponto de vista acção-reacção e usualmente não se encara a resposta da planta de um ponto de vista químico.
Por referência aos cem anos decorridos sobre a Lição de F. R. Japp na abertura do LXVII Encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, na cidade de Bristol (Inglaterra), em 1898, subordinada ao título "Stereochemistry and Vitalism", publicámos nas páginas deste Boletim da Sociedade Portuguesa de Química algumas considerações sobre a vida e suas explicações[1].
A vida é o resultado de um longo processo evolutivo. Os elementos químicos preponderantes nas primeiras estrelas do Universo eram o HÉLIO e o HIDROGÉNIO, elementos quimicamente inertes. Após um longo processo de maturação dessas estrelas, foram-se formando elementos mais pesados, como CARBONO, AZOTO, OXIGÉNIO e todos os outros elementos da tabela periódica.
Recentes investigações em Educação têm vindo a demonstrar que, o ensino e a aprendizagem, podem tornar-se mais aliciantes e eficazes se, nos currícolos científicos, se introduzirem temas e contextos relacionados com a História e a Filosofia da Ciência (Monk e Osborne, 1997).
Um recente livro de M. Filomena Mónica [1] analisa exames da área das humanidades (português, francês e história) do ensino secundário e convida alguém das ciências a fazer algo de similar. Aqui estou a tentar responder a esse convite, por achar que é um imperativo nacional denunciar a péssima situação em que se encontra o ensino em Portugal.
Quando se conversa com Professores de Quírhica (e não só) das nossas Universidades, é comum sentir o desabafo de muitos deles, que se queixam de ao longo dos anos serem obrigados a baixar o grau de dificuldade dos seus exames. Não sei se este é um estado geral, porque não conheço nenhum estudo científico sobre esta matéria, mas creio bem que é um fenómeno bastante generalizado
A Química é uma ciência moderna. Esta afirmação era frequentemente feita, sem correr perigo de contestação, nos fins do século XIX. Com efeito, Lavoisier tinha sido guilhotinado, com 51 anos, cerca de um século antes, mais precisamente, em 1794
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