Empresas explicam o que falta aos licenciados

Numa altura em que se discute a reformulação dos ciclos universitários no âmbito de acordo de Bolonha, um estudo britânico indica que os empregadores pedem menos formação académica e mais capacidades práticas aos licenciados (‘graduates’).

O estudo é da Association of Graduate Recruiters britânica e foi divulgado em Fevereiro deste ano: 222 membros da AGR – que engloba as maiores empresas do Reino – não conseguiram preencher em 2005 cerca de 598 lugares para licenciados por “não encontrarem candidatos com a qualidade necessária”.

Os responsáveis pelo recrutamento referem diversas deficiências detectadas nos candidatos entrevistados. Entre estas, salientam-se:

• Os licenciados passaram muito tempo a trabalhar na obtenção do diploma e pouco tempo em actividades de clubes e sociedades, onde poderiam realizar trabalho em grupo;
• Os licenciados não possuem experiência de apresentação de trabalhos, o que os deixa incapazes de comunicar as suas ideias no local de trabalho;
• Os licenciados apresentam fraca prestação em ortografia, gramática e matemática, o que os leva a cometer erros básicos, a escrever textos ‘iletrados’, e a necessitar de supervisão constante.

Segundo Carl Gilleard, chefe-executivo da AGR, “(Graduates) devem ter as aptidões correctas, o que parcialmente resulta das suas capacidades adquiridas com a experiência. Se eles se concentrarem puramente nos estudos académicos e não demonstrarem nenhuma experiência de trabalho, não vão impressionar o empregador.”

Ver também notícia "The Times, 7-02-2006"
Graduates unfit for work, say top firms
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,3561-2028167,00.html

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Publicado/editado: 01/04/2006
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