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Série II / Número 137 / Volume 39
Junho 2015
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Esta edição é inteiramente dedicada ao Património, apresentando-se igualmente mais um artigo de celebração do Ano Internacional da Luz (em boa verdade são dois – veja-se “Pintar com Luz”!).


Apercebi-me do talento ímpar de José Mariano Gago (JMG) quando, vindo de Oxford, regressei ao IST no início de 1970, era ele presidente da Associação de Estudantes. Dava-me gosto e esperança ouvi-lo nas RGA (Reuniões Gerais de Alunos). Admirava a sua coragem e eloquência e foi com ele que percebi que, na argumentação, razão e emoção são inseparáveis como duas variáveis conjugadas.


O Professor R.J.P. Williams (Bob, como os seus discípulos e amigos o tratavam carinhosamente) faleceu a 21 de Março deste ano de 2015. Trata-se de uma grande Figura da Ciência Mundial, que deu uma marcante contribuição na área da Química Inorgânica e foi um dos fundadores da Química Bioinorgânica, que não deve ser esquecida, muito menos pelos químicos portugueses, que lhe devem a introdução desta área científica no nosso país.


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O  Professor José Luís Figueiredo foi o galardoado com o Prémio Ferreira da Silva 2014. Este prémio, sob a égide da Sociedade Portuguesa de Química e atribuído pela primeira vez em 1981, tem como objectivo o reconhecimento de avanço da Química em qualquer das suas áreas. Em particular, o Prof. José Luís Figueiredo possui um currículo notável nas áreas da Catálise Heterogénea, Materiais de Carbono e Engenharia das Reacções Químicas. 


Carlos C. Romão (n. Lisboa, 1948) licenciou-se em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico, ex-Universidade Técnica de Lisboa (1971) onde se doutorou sob a supervisão do Professor A. Romão Dias (1979) e foi, sucessivamente, Professor Auxiliar e Professor Associado e obteve a sua Agregação (1993).
Em 1989 foi convidado para Investigador do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, Oeiras, onde se tornou Professor Catedrático (1998). Fez investigação na Universidade de Oxford com o Professor M. L. H. Green, FRS (1974) e foi bolseiro de pós-graduação da Fundação Alexander von Humboldt, no Max-Planck Institut für Kohlenforschung (MPI para a Pesquisa do Carvão), Mülheim an der Ruhr, Alemanha, com o Professor P. W. Jolly (1982/84) e na Universidade Técnica de Munique, Alemanha, com o Professor W. A. Herrmann (1990-91).


O que são combustíveis solares? O problema energético


Um conhecimento detalhado dos métodos e materiais utiizados pelos artistas é essencial para desvendar técnicas de produção artística e para colocar obras no seu contexto histórico. Estes estudos abrem ainda a possibilidade da redescoberta de diversos materiais e técnicas quer por conservadores e historiadores, quer por artistas.


O desenvolvimento do Homem e, em geral, da Sociedade tem estado intimamente associado ao uso que tem sabido fazer dos recursos minerais disponíveis. Parte desse desenvolvimento consubstanciou-se na utilização de materiais, naturais ou processados, nomeadamente na construção de grandes estruturas, algumas consideradas marcos duma determinada época ou civilização. 


As primeiras aplicações da Química ao estudo das obras de arte surgiram em finais do século XVIII ligadas a contextos arqueológicos. Os estudos foram-se repetindo em grande número, mas de forma mais ou menos isolada, e só em 1888 surgiu o primeiro laboratório num museu, ainda que interessado sobretudo em problemas arqueológicos.


O Kaliapparat é um pequeno instrumento que faz parte da História da Química. Pequeno, sim, hoje esquecido, e, no entanto, tão fundamental durante um período de várias décadas no século XIX, na análise orgânica com vista ao correto estabelecimento das fórmulas empíricas dos compostos. O grande químico alemão Justus von Liebig foi o seu
autor e a inovação técnica por ele introduzida é inquestionável.


Foi em 1897 que nasceu o Instituto de Análises Clínicas, obra do Professor Alberto Pereira Pinto de Aguiar, em colaboração com o Dr. Joaquim Arantes Pereira. Funcionou até 1904 na antiga residência do primeiro, na Rua Elias
Garcia ou D. Pedro IV, no Porto.


Descreve-se uma experiência laboratorial na qual é empregue um método gravimétrico para a determinação da composição aproximada de uma argamassa de cal.


A actividade desta edição propõe experiências com substâncias líquidas para melhor entender uma propriedade bastante comum, a viscosidade.


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